Risco Brasil
EMBI+
Risco-país é um indicador utilizado para orientar os investidores estrangeiros a respeito da situação financeira de um mercado emergente. Precisamente, o risco-país é denominado EMBI+ (Emerging Markets Bond Index Plus), sendo calculado por bancos de investimento e agências de classificação de risco. Tal termo foi criado pelo banco J.P.Morgan, em 1992, para poder orientar seus clientes sobre o direcionamento de seus investimentos, evitando aqueles países em que o risco de ocorrer uma crise financeira é maior.
Para calcular o índice, os bancos levam em conta vários fatores, como o nível do déficit fiscal, o crescimento da economia, a relação entre arrecadação e a dívida de um país, as turbulências políticas, etc. Em outras palavras, o risco-país mostra a sobretaxa que um investidor está correndo o risco de pagar em relação ao rendimento dos papéis da economia americana, uma vez que esta é considerada a mais solvente do mundo.
O índice é calculado em pontos básicos, onde cada ponto corresponde 0,01 ponto percentual de prêmio acima do rendimento dos papéis da dívida dos EUA. Se o risco-país do Brasil for 200, por exemplo, isso significa que os estrangeiros “merecem” um prêmio de 2 pontos percentuais de rendimento acima do que paga um igual papel americano.
Ter um EMBI+ com altos pontos pode significar a repulsão de investimentos estrangeiros em um país, provocando grandes prejuízos na economia, uma vez que estes investimentos são essenciais para o desenvolvimento dos mercados emergentes.
C-Bond -
Atualmente é o mais líquido instrumento de dívida externa dentre todos os mercados emergentes. Foi emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady) e tem vencimento em 2014. Tem prazo de carência (não pagamento de parcelas de principal) até 2004, quando passa a pagar amortizações semestrais, e uma escala crescente de taxa de juros até 2001, quando são fixados em 8%. O nome 'Capitalization Bond' - Bônus de Capitalizacão, vem do fato de que parte dos juros nos primeiros seis anos são capitalizados. O C-Bond não tem garantia de principal ou juros. O governo brasileiro vem trocando esses títulos por ABONDs de vencimento mais longo.
A‐Bond (8% Amortizing Global Bonds)
Bônus de dívida soberana, com pagamento semestral de cupom, emitido em troca do C‐Bond. O A‐Bond, com vencimento em 2018, tem seu montante de principal amortizado semestralmente em 18 parcelas iguais, iniciado em julho de 2009.


Escrito por às 14h54 [ ] [ envie esta mensagem ] [link]










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